quarta-feira, 27 de agosto de 2008
A Rebeldia do Transformado
Para os governos estas pessoas se tornam muito perigosas.
O homem iluminado não pode ser escravizado - este é o problema - e não pode ser feito prisioneiro. Todo gênio que tenha conhecido um pouco da sua essência está fadado a ser tornar um indivíduo difícil de ser absorvido: ele deverá ser uma força perturbadora.
As massas não querem ser perturbadas, ainda que se encontrem na miséria; estão na miséria, mas estão acostumadas com isso, e qualquer um que não seja um miserável parece um estranho, um soberbo.
E os políticos mantém os miseráveis na miséria em que se encontram para poder afastá-los de suas verdades e, assim, controlá-los.
O homem iluminado é o maior forasteiro do mundo; ele parece não pertencer a ninguém. Nenhuma organização consegue confiná-lo, nenhuma comunidade, nenhuma sociedade, nenhuma nação.
Ele é senhor do seu próprio destino. Ele se tornou um sol, e dele emana uma luz produzida por sua própria verdade, arduamente conquistada.
Rico ou pobre, o transformado é um rebelde que se tornou de fato um imperador, porque quebrou as correntes criadas pelo seu conjunto de crenças inconscientes original e pelas opiniões da sociedade. Ele migrou para uma nova bolha de existência e nela construiu uma nova realidade para si mesmo. Abraçou todas as cores do arco-íris, aflorando das raízes obscuras e amorfas do seu passado inconsciente, e criou asas para voar para o céu, passando a ter o Universo como um grande e carinhoso parceiro seu.
Dentro da sua nova maneira de existir se tornou um rebelde, não porque tenha passado a lutar contra alguém ou contra qualquer coisa mas, porque descobriu a sua própria natureza verdadeira e se determinou a viver de acordo com ela.
A águia é o animal com o qual ele passou a se identificar espiritualmente, tornando-se um mensageiro entre a terra e o céu.
A rebeldia do transformado nos desafia a ser suficientemente corajosos para assumir a responsabilidade por quem somos, e para viver a nossa verdade, pois somente assim poderemos viver um estado democrático de verdade.
Texto do numerólogo Gilson Chveid Oen retirado de sua página pessoal: http://www.gilsonchveidoen.com.br/
O Sith
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
"O Mistério do Samba"
De uns tempos pra cá perdeu-se a noção da verdadeira arte, aquela que se confunde com a vida das pessoas. Que dá sentido e amplifica essa vida, pois é feita sobre ela e para ela; não funciona como simples entretenimento.... Mercadoria...
Alguns personagens maravilhosos ainda estão por aí afora pra não deixar essa verdade sumir... "O Mistério do Samba" é sobre essa verdade.
Realizado por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, o documentário retrata a história dos integrantes da Velha Guarda da Portela e seu cotidiano "comum" que se confunde com o mundo mágico do Samba.
Mais informações em: www.omisteriodosamba.com.br
O Sith
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O Que É Um Escritor Marginal ?
Raymundo Silveira
De acordo com ele, a expressão é antiqüíssima. Retroage ao século XVIII. Teria sido uma pecha que os editores daquela época assacavam, com propósitos puramente econômicos, contra os autores que preferiam publicar, por conta própria, as sua obras literárias ou científicas. E ainda hoje permanece porque determinados escritores insistem, apesar das inconveniências, em continuarem situados à margem da indústria editorial convencional, sem nenhum estatuto, sem nenhuma lei, sem qualquer entrave de natureza burocrática. Seriam espécies de escritores virtuais, emergentes ou cibernéticos, destes que escrevem (ou escrevinham) na Internet. Ou seja, de repente descobri que sou, não exatamente um escritor, mas um escrevinhador marginal. Quanta honra! Mesmo o autor tendo declarado peremptoriamente que esta gangue se encontra do outro lado da cerca de arame farpado "pois tudo neste planeta beato conspira" para que os escritores marginais sejam terminantemente jogados no lixo ou cooptados pelo establishment cultural, repito: "Quanta honra!"
Contudo, como não sou de atirar palavras ao vento, irei tentar explicar o porquê desta deferência. Em primeiro lugar porque sempre fui uma pessoa que tentou ser livre. Que toda vida costumou dizer o que tem vontade independentemente da vontade das outras pessoas. Um fulano qualquer que nunca abdicou da sua liberdade em troca de benesses de quaisquer espécies. Que toda vida possuiu dignidade e independência para não se submeter aos poderosos, aos donos das suas verdades e candidatos a donos das verdades alheias. A altivez para entrar onde quiser e sair de onde quiser sem deixar para trás o rastro vil da subserviência. Em suma: uma alimária sem cabresto.
Depois, porque me vejo lutando (ou lutei e jamais consegui) a fim de estar acompanhado de gente que admiro. Embora o autor faça restrições a algumas dessas pessoas em virtude de haverem se comportado ambiguamente em relação à marginalidade, porque teriam se deixado cooptar pelo sistema - e neste ponto discordo dele, pois nesta jornada acidentada que é a vida, nunca somos imutáveis -, foram considerados escritores marginais nada menos do que os seguintes nomes: Rimbaud, Baudelaire, Balzac, Lima Barreto, Gregório de Matos, Leminski, Jean Genet, Samuel Rawets, e Plínio Marcos entre outros gênios da literatura. Para falar a verdade, confesso que quando vi esta listagem achei que seria até muita pretensão da minha parte querer ser (mesmo quando crescer) um escritor marginal. Daria-me por muito feliz, satisfeito, realizado se fosse considerado pelo menos um escrivão, um escrevente, um escriturário, um escriba ou até mesmo um fariseu. Contanto que fosse marginal.
(21/08/2004)
link original: http://www.gargantadaserpente.com/artigos/raymundo2.shtmlpor rasnetoburn
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
O Mestre na Casa da Mente (Prólogo)
Vale pra você?!
- Tem certeza que não?
O Sith